sexta-feira, 7 de novembro de 2014

As primeiras 10 milhas

Terei errado?
As primeiras 10 milhas a gente nunca esquece.

Especialmente porque os joelhos e as panturrilhas nos lembram a cada passo, durante dias após a prova.

Como diria Groo: terei errado?

Minhas corridas estavam evoluindo bem, até que resolvi aumentar a quilometragem e treinar outro tipo de pisada. Estava correndo cinco, seis quilômetros por corrida, com o contato com o solo feito pelo calcanhar, e, quando me senti bem, fiz um treinão com 9 km, pousando o pé no solo com o centro da sola. Foi um treino muito bom, na verdade, mas as dores começaram nesse dia. Apesar disso, já comecei a me inscrever para provas de 10K.

A primeira (que na verdade teve 9,3K) foi legalzinha. Terminei com uma leve canelite, aquela que já vinha me acompanhando, mas nada grave. Passou em três dias (ok, com medicamentos). E, apressado que sou, no domingo seguinte me desafiei nas 10 milhas, ou 16 km.

Foi uma corrida bem gostosa, não dá pra reclamar. A organização foi boa (tirando a camiseta preta do kit) e havia bastante água pelo caminho. Eu estava preocupado com meu preparo físico, especificamente com o fôlego, mas foi justamente onde fui melhor. Fiz a prova em 1h49 e meus batimentos cardíacos ficaram com a média em 163 bpm, enquanto, por exemplo, na prova anterior, de 9 km, a média foi de 174 bpm. Então, qual foi o problema?


O problema é que eu treino muito bem as pernas na academia... exceto panturrilha. A panturrilha direita acusou a falta de treino lá pelo oitavo km, e por volta do décimo primeiro eu já estava querendo comprar um patins para terminar os últimos cinco. Doía bastante, o suficiente para atrapalhar meu ritmo. E o joelho esquerdo, que eu havia machucado num treino de musculação, também voltou a incomodar, mas não tanto quanto a panturrilha.


Resumindo: excesso de carga na musculação para algumas partes da perna, e pouca carga de treino para outras partes. Duh. De qualquer forma, terminei a prova correndo todos os 16 km. Fiz certo? Ortopedistas dirão que não. Por isso não vou perguntar nada pro meu.

domingo, 2 de novembro de 2014

2ª Corrida Pão Dourado - Boa. Podia ser melhor!

No dia 23/10 participei da 2ª Corrida Pão Dourado, aqui em Brasília. Logo que vi o percurso, me inscrevi. Queria muito correr na Ponte JK, algo que eu nunca havia feito.

O tempo estava ótimo para correr. Quando cheguei, cerca de 7h30, estava um frio de rachar e eu me arrependi de não ter levado uma blusa quebra-vento. Mas perto das 8h a temperatura subiu um pouco, e ficou perfeito para correr.

Não havia gente demais, nem gente de menos. O percurso foi gostoso, havia água em quantia suficiente. A camiseta da prova era bem bonita - embora tenha transformado uma meia branca minha em rosa quando lavei (ok - mea culpa).

O valor da inscrição foi super justo - não lembro exatamente, mas acho que foi R$ 60 ou 65. O kit consistia na camiseta, chip descartável e uma bolsa de neoprene (ou algo assim). Não precisa de mais do que isso. Eu sou fã de corridas mais baratas e kits mais simples.

Bom, até cruzar a linha de chegada, estava tudo ótimo. Aí começaram os problemas. Foram apenas dois, mas bem chatinhos.
Primeiro, achei estranho meu relógio marcar apenas 9,3 Km. A corrida foi anunciada como 10K. Acho um erro muito grave - quem gosta de correr sabe como é chato correr menos do que o previsto. Era preferível terem errado pra cima, por exemplo, 10,3 Km. Entrei em contato com a organizadora, e ela me disse que houve erro na distribuição dos cones, e pediu desculpas. Ok, desculpas aceitas!

Outra coisa bem chata foi o guarda-volumes. As mulheres que estavam trabalhando lá não guardaram as sacolas em ordem nenhuma! Foram mais de 15 minutos só para pegar minha bolsa. E só não demorei mais porque pedi licença, entrei lá e peguei minha própria sacola.

Bom, é isso. Apesar dos problemas, foi uma corrida boa. Vou correr a próxima? Sim!

domingo, 12 de outubro de 2014

Tempo de contato com o solo

Na busca por melhorar o desempenho na corrida, é fundamental prestar atenção na dinâmica do movimento. Eu não sou nenhum corredor muito experiente, mas pesquisei um pouco sobre o assunto e compartilho o que pretendo colocar em prática nas minhas corridas.

O "tempo de contato com o solo" significa quanto tempo seu pé fica em contato (dã!) com a pista entre um passo e outro.

E por que isso é importante? Por dois motivos principais.

O primeiro é que menos contato significa menos atrito. E isso se traduz em menos força necessária para colocar seu corpo em movimento e, consequentemente, menos cansaço.

Outro motivo importante é que o tempo menor de contato reduz o seu deslocamento vertical durante a corrida. O deslocamento vertical é o quanto seu corpo sobe e desce entre cada passada. Bem, se seu objetivo durante a corrida é ir para frente, não faz sentido gastar energia "pulando". O ideal é que toda sua força se traduza em movimento para a frente, com o máximo de horizontalidade possível.

E como conseguimos uma redução do tempo de contato com o solo?

Para isso, é necessário treinar o pouso do pé no chão. Corredores de longa distância amadores geralmente pousam o pé na pista com o calcanhar (velocistas usam a ponta do pé nas provas de curta distância). Contudo, imagine quanto você gasta pousando o pé com o calcanhar, fazendo o movimento do passo e pegando impulso até a ponta do pé. É um tempão!

Então, os treinadores indicam que o pé deve tocar o solo com o meio da sola e próximo ao centro de gravidade do corpo (e não muito a frente do nosso tronco, como geralmente fazemos). Assim, também temos o benefício de distribuir melhor o impacto por todo o solado do pé e do calçado, em vez de concentrá-lo em um ponto do calcanhar.

Pra finalizar, um vídeo que mostra bem isso. O corredor da esquerda pousa o pé bem a frente do seu corpo, tocando a esteira com a ponta do pé. O corredor da direita pousa o pé com praticamente toda sola do pé ao mesmo tempo, e com o pé mais próximo ao seu tronco. Observem como a dinâmica da corrida do segundo corredor é mais bonita e homogênea.



Bons treinos!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Corrida Corujão - Péssima

Dia 27 de setembro, corri o Circuito Corujão aqui em Brasília. Péssimo. A pior das cinco corridas em que fui até agora.

Pra começar, a localização não ajuda: foi no Parque da Cidade, com alguns trechos de terra! Imagina você, correndo no asfalto, à noite, e de repente tem que pegar um trechinho de terra. Todo escuro. Chance de lesão gigante!

A retirada do kit foi catastrófica. Precisava pegar TRÊS filas: uma para retirar o termo de responsabilidade, outra para retirar o kit em si, e uma terceira para retirar o número.

Além disso, para quem correu os 5K havia apenas UM ponto de água. E ainda por cima era "self-service". Não tinha ninguém para estender o copinho pros atletas... lamentável.

A camiseta horrível que servirá, se muito, para virar pijama. E não tinha quase nenhum fotógrafo lá. Eu devia ter tirado umas selfies na hora que parei pra pegar água, hehe.

Sim, há um ponto positivo: a medalha é bem legalzinha!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Depois de dois anos...

Há dois anos, fui obrigado a parar de correr por causa de fortes dores nas pernas. Fiquei esses últimos meses todos sem correr, e agora estou voltando. O objetivo aqui é compartilhar experiências que eu tenha e que talvez possa ajudar mais pessoas! Meu objetivo para o ano que vem é correr uma meia, e, para 2016, uma maratona. \o/
Começando!